Vereador preso suspeito de estuprar criança por 5 anos usou poder político e econômico para atrapalhar investigação, diz polícia

  • 17/04/2026
(Foto: Reprodução)
Antônio Tiveron Filho, de 72 anos, conhecido como Toninho Mineiro, foi preso na segunda-feira (13), em Pirajuba Redes Sociais/Reprodução A investigação da Polícia Civil que resultou na prisão do vereador Antônio Tiveron Filho (União Brasil), após ele ser indiciado por estupro de vulnerável, revelou que o parlamentar tentou interferir nas investigações. Para a polícia, ele também teria utilizado a influência política e econômica para interferir na rede de proteção à vítima. Conhecido como Toninho Mineiro, o parlamentar de 72 anos foi preso na tarde de segunda-feira (13), em Pirajuba, no Triângulo Mineiro, durante o cumprimento de um mandado de prisão preventiva. A investigação concluiu que ele cometeu, de forma reiterada por 5 anos, estupro contra uma menina quando ela tinha entre 8 e 14 anos com a ajuda da bisavó da vítima. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Triângulo no WhatsApp Além da prisão, a Justiça determinou o bloqueio de ativos financeiros do parlamentar. Em nota, o advogado do vereador, Geovane Soares, afirmou que o cliente nunca esteve envolvido ou foi investigado por qualquer delito. Já a Câmara de Pirajuba afirmou que não compactua com qualquer conduta ilícita. Veja íntegras no fim da reportagem. O g1 solicitou posicionamento ao União Brasil, mas não houve retorno até a última atualização da reportagem. Vereador tentou se antecipar às ações da polícia Segundo o inquérito conduzido pelo delegado Bruno Vinicius Cordeiro Martins, o político buscou obter acesso a informações sigilosas e tentou se antecipar às ações policiais logo após tomar conhecimento das denúncias de abuso Além das tentativas de monitorar a investigação, a polícia apurou que houve interferência direta no acolhimento institucional da vítima. Embora a Polícia Civil tenha confirmado essas movimentações, os métodos exatos utilizados pelo vereador não foram detalhados publicamente. A rede de proteção, que Toninho Mineiro tentou acessar indevidamente, é o sistema responsável por garantir a segurança de menores em situação de risco. No tempo em que a violência ocorreu, a vítima era mantida em silêncio por meio de violência psicológica e ameaças de morte. O delegado destacou que a "objetificação da vítima e a pluralidade das ações criminosas" demonstram uma periculosidade incompatível com a liberdade do vereador. Bisavó trabalhava com o vereador De acordo com o inquérito, os abusos aconteciam semanalmente e eram intermediados pela bisavó da vítima, que recebia dinheiro em troca. Segundo o delegado Bruno Vinícius Cordeiro Martins, a mulher trabalhava na casa do investigado e mantinha amizade com ele. A investigação aponta ainda que a idosa também teria aliciado a própria neta — mãe da vítima — no passado. Conforme o delegado, a mãe da criança não mantinha convívio com a filha e não tinha conhecimento dos abusos. Ainda segundo a investigação, a vítima era mantida em silêncio por meio de violência psicológica e ameaças de morte. Os abusos teriam cessado apenas quando, já na adolescência, a garota passou a resistir às imposições da bisavó e se recusou a continuar se encontrando com o vereador. A bisavó, que não teve o nome e idade divulgados, morreu em decorrência de câncer em 2025. A investigação durou três meses e começou após uma denúncia anônima. Além da decretação da prisão preventiva, a Justiça determinou o bloqueio de ativos financeiros do vereador. LEIA TAMBÉM: Motorista de aplicativo é preso suspeito de abusar sexualmente de crianças durante corridas em MG Professor de música é preso por suspeita de assediar crianças em conservatório de Uberlândia Adolescente a caminho da igreja é forçada a entrar em carro e sofre estupro coletivo por mais de 4h em MG O que disse a defesa "A defesa do Sr. ANTÔNIO TIVERON FILHO vem a público esclarecer informações recentemente divulgadas. Importa registrar que dezenas de pessoas que convivem e conhecem há décadas o Sr. Antônio Tiveron Filho — desde vizinhos, amigos, autoridades e membros da comunidade — manifestaram profunda perplexidade e contrariedade diante das acusações, colocando-se, inclusive, à disposição para testemunhar a verdade dos fatos. O Sr. Antônio é pessoa conhecida de todos, muito bem-quisto, e de atuação pública, cuja postura e caráter, ao longo de décadas de serviços prestados e convivência respeitosa com todos, são reconhecidos e confirmados por todos que o conhecem. Com efeito, ao longo de toda a sua vida, o Sr. Antônio Tiveron Filho sempre foi reconhecido como pessoa ilibada, de boa convivência, e sem qualquer histórico de violência ou intimidação, sendo considerado por todos como alguém da mais alta confiança e de elevado conceito na comunidade. E justamente por isso é que está no segundo mandato como vereador, com igual atuação e vida transparente e pública, sem nada que o desabonasse em qualquer esfera, especialmente pessoal. Ao longo de sua vida, nunca esteve sequer envolvido e/ou investigado por nenhum delito, de qualquer tipo. A defesa destaca, ainda, quanto à deflagração a prisão preventiva, que o acusado possui residência fixa, vínculos familiares e sociais consolidados e sem qualquer mácula, e plena identificação com o local, não apresentando risco a ninguém, e nem mesmo à instrução do processo ou à aplicação da lei penal. Ainda, ressalta-se que se trata de idoso, com 72 anos de idade, que enfrenta problemas de saúde relevantes, demandando acompanhamento contínuo, circunstâncias que reforçam a desproporcionalidade da medida extrema de prisão. A defesa já está adotando todas as medidas legais cabíveis e confia que o Poder Judiciário, com equilíbrio e respeito às garantias constitucionais, reconhecerá a ausência de fundamentos para a manutenção da prisão, permitindo que o acusado responda ao processo em liberdade. Esclarece-se, também, que a atuação da defesa se dá dentro dos princípios do Estado de Direito, não se tratando de defesa de qualquer prática ilícita, mas sim do direito constitucional de todo cidadão à ampla defesa, ao contraditório e à presunção de inocência. Por fim, a defesa reafirma sua confiança na Justiça, convicta de que os fatos serão devidamente esclarecidos no curso regular do processo." O que disse a Câmara "A Câmara Municipal de Pirajuba, diante das recentes notícias veiculadas sobre a prisão preventiva do Vereador Antônio Tiveron Filho, vem a público esclarecer o que segue: Esta Casa Legislativa tomou conhecimento pelas mídias sociais que a referida prisão decorreu por decisão judicial e a operação realizada pelas autoridades competentes na data de 13/04/2026. Ressaltamos que o processo corre sob segredo de justiça, e a Câmara está à disposição das autoridades para colaborar com as investigações, caso solicitado. Reiteramos que a Câmara Municipal de Pirajuba não compactua com qualquer conduta ilícita, especialmente aquelas que ferem a integridade física e moral de crianças e adolescentes. O Poder Legislativo preza pela ética, pela proteção integral à infância e pelo estrito cumprimento das leis. Do ponto de vista administrativo e regimental, a Assessoria Jurídica desta Casa já está analisando as medidas cabíveis. Informamos que todos os procedimentos serão conduzidos respeitando o devido processo legal, a ampla defesa e o contraditório, conforme determina a Constituição Federal e o Regimento Interno desta Câmara. Por fim, reafirmamos nosso compromisso com a transparência e com a sociedade de Pirajuba/MG, zelando sempre pela honra e pela continuidade dos trabalhos em prol do município." ASSISTA: Adolescente de 13 anos é vítima de estupro durante viagem para Uberlândia Adolescente de 13 anos é vítima de estupro durante viagem para Uberlândia VÍDEOS: veja tudo sobre o Triângulo, Alto Paranaíba e Noroeste de Minas

FONTE: https://g1.globo.com/mg/triangulo-mineiro/noticia/2026/04/17/vereador-preso-suspeito-de-estuprar-crianca-por-5-anos-usou-poder-politico-e-economico-para-atrapalhar-investigacao-diz-policia.ghtml


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